Crônica publicada hoje no jornal ABC DOMINGO
Walter Galvani
Entramos na reta final do ano, esta semana estréia setembro, teremos dois feriadões, dia 7, independência do Brasil e o 20 de setembro, que ainda precisa de muita discussão, pois, para muitos ainda não chegou “a aurora precursora do farol da liberdade” e, no entanto, multiplicam-se os “acampamentos farroupilhas” pelo estado afora, começando pela capital que, aliás, só foi rebelde nos primeiros dias naquele 1835. O hino nasceu mais adiante, quando foi feito prisioneiro Mendanha, o músico-chefe da banda imperial, que acabou fugindo e levando seus instrumentos.
O hino, que hoje cantamos de cor, estufando o peito, teve a letra composta por Chiquinho da Vovó e apresentado num salão de baile em Rio Pardo. Nada a estranhar portanto, se hoje ele alcança tanto sucesso popular, principalmente depois que perdeu uma estrofe em 1966. Já vinha de algumas mudanças ao longo do tempo. E chegou até nós com a repetição de “precursora” e “precursor” na proximidade de dois versos. Não parece ser uma obra-prima, mas os demais brasileiros ficam assombrados quando os gaúchos cantam e sabem de cor a letra (atual, repito). Tem gente que sabe o hino do Flamengo, outros brasileiros, o do Coríntians. Nós sabemos o “Hino Farroupilha” e alguns, de carona, o “Até a pé nós iremos” ou o “Glória do desporto nacional”, único lugar onde a palavra desporto em lugar de esporte, parece sobreviver.
O que eu dizia, no entanto, é que com o hino ou sem ele, estamos entrando no último quadrimestre e depois das paradas festivas, teremos a Feira do Livro de Porto Alegre, a mãe de todas as feiras do Rio Grande, e o marco da reta final do ano. Termina a feira, vem as compras de Natal, o encerramento do ano letivo e as férias.
Se você ainda não se deu conta disso, pense logo e rapidamente, pois a gente pode acabar atropelado por esta correria do fim de 2010. Depois é pensar em 2011, e por aí vai. Cada dia parece que o tempo passa mais rapidamente e isso se deve a vários fatores e não só idade, para todos nós. Os que crescemos e os que morremos. Velocidade é a palavra, a maioria nem se aprofunda mais em nada e infelizmente, enquanto você me lia já se foram mais três minutos. Corra para não perder o próximo trem. Aliás, daqui a pouco teremos o Trensurb chegando a Novo Hamburgo e as possíveis correções no meio do caminho que aliviem a conturbada BR 116 que estará pior na semana que vem. Em meio a isso tudo, teremos as promessas dos futuros eleitos.