FALANDO EM JORNALISMO

Afinal, a Internet veio para ficar? E isso, matará o jornal impresso? Claro que não. O que vai acontecer é uma necessária melhora da chamada “mídia” impressa, casada com o jornalismo virtual, para obrigar o leitor a mergulhar, se quiser em páginas na web.

Se não quiser, ficará bem servido, porque os meios de comunicação vão melhorar muitíssimo a sua qualidade, até porque é este o desafio.

Não há mais espaço para longos artigos, mas também não há mais oportunidade para desperdício de espaço. O jornalismo voltará a ser, como em suas origens, político, filosófico e literário. A maioria dos jornais que hoje circulam tem idade média entre os 50 e os 100 anos. Alguns, poucos, vem de mais longe.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, nesta província mais meridional do Brasil, são dois diários e um ou dois semanarários. Os diários são: o Diário Popular, de Pelotas, o mais antigo de todos e o Correio do Povo, de Porto Alegre. A propósito, vejam (e leiam) o que está chegando às livrarias:

(o texto é o press release da editora, ainda não li o livro, mas estou curioso)

O DESTINO DO JORNAL é resultado de uma excelente combinação de rigor jornalístico e metodologia acadêmica na análise de um dos fenômenos mais fascinantes da comunicação social. Lourival Sant’Anna registra a situação dos grandes jornais brasileiros no momento da massificação da internet. O DESTINO DO JORNAL acaba de sair da gráfica da Editora Record e já está nas livrarias.

O DESTINO DO JORNAL
A Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo na sociedade da informação
Lourival Sant’Anna
Editora Record
272 páginas
Preço: R$ 40,00
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-01-08150-6

Em O DESTINO DO JORNAL, Lourival Sant’Anna registra a situação dos grandes jornais brasileiros em um momento histórico para o meio, que sofre uma crise sem precedentes em várias partes do mundo com a massificação da internet. Afinal, o jornal impresso diário vai acabar? Se ele sobreviver, em que condições isso acontecerá?

Mais do que oferecer conclusões definitivas sentenciando desfechos categóricos como a morte do jornal ou sua eternidade, o autor faz uma mediação entre profecias extremas; entre leitores, jornalistas e publicitários; entre pesquisadores, gurus e diretores de redação. Três fatos estruturais são identificados no livro, em torno dos quais ele gravita do início ao fim: o acirramento da concorrência, a mudança nos hábitos de leitura e a inovação tecnológica.

Além de vasculhar as tendências internacionais e a realidade nacional, O DESTINO DO JORNAL revela o pensamento dos leitores brasileiros e dos editores dos três maiores jornais do país sobre tais questões: Rodolfo Fernandes, de O Globo, Otavio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, e Sandro Vaia, que foi diretor de redação de O Estado de S. Paulo até outubro de 2006.

“Esse flagrante retratado por Lourival Sant’Anna é tão importante hoje quanto será no futuro, para todos os que se preocupam com a sobrevivência dos jornais e com sua importante atuação para o funcionamento da democracia”, afirma o jornalista e professor Rosental Calmon Alves, que assina a orelha do livro.


Deixe um comentário