É MUITO DINHEIRO E MUITA IMPUNIDADE
DINHEIRO A RÔDO
Walter Galvani
O espanto das pessoas é com a corrupção generalizada, nem o Rio Grande do Sul escapou, nos últimos dias surgiu outra erupção, dessa vez em São Paulo, e assim foi e, infelizmente, continuará sendo. Até quando não sabemos. Mas, este é um problema nacional e também não é só brasileiro, o que não é desculpa. Diz o presidente Lula que a CSS não mexerá com o bolso da população e que ela “é uma criação do congresso nacional” de quem é agora o problema, sendo que o seu maior articulador é o deputado Henrique Fontana, líder do governo na Câmara. O povo repudia esta manobra, mas não tem como fazer valer sua posição, que aparece em qualquer pesquisa de opinião. No Brasil, os políticos são eleitos e pronto! Estarão garantidos até à próxima eleição. Se os gaúchos estão espantados com a dinheirama que rolou no chamado escândalo do Detran, imaginem o que roda pelo país afora, em todos estes escândalos que diariamente são noticiados.
Qual é o preço? Quanto custaria o seu apoio? Quanto custaria para o nosso governo isso ou aquilo? – são perguntas que aparecem nas gravações que a Polícia Federal fez. Há também, de repente, bandos armados e vestidos com os uniformes da polícia. Há bandidos que assaltam nas ruas e há bandidos que preferem o serviço “no atacado”, ou sejam, roubam e furtam em grandes operações táticas que lembram ações militares.
Em que mundo estamos vivendo? Você sai a passear pelas ruas da sua cidade e num instante pode estar baleado ou desprovido dos seus bens, do seu automóvel, dos recursos que estão no banco, porque os ladrões agem com a maior desfaçatez. Ou de sua vida.
Quanto custaria manter um serviço de segurança pública para todo o país? Impossível, nos respondem, teria que haver um guarda armado para cada pessoa. Evidente exagero.
Falta é ação política, o que falta é convicção de que o país precisa de uma ética, que é preciso ensinar isso desde o curso fundamental, que é preciso mostrar que os bandidos são punidos, sim, que não há falcatrua que fique impune, que os criminosos são condenados e cumprem a pena, enfim, falta-nos muita coisa, até para provar ao mundo e a nós mesmos, que este é um grande país.