Crônica publicada no ABC DOMINGO
MILHÕES DE EMPREGOS…
Walter Galvani
Estamos num ano eleitoral. Os leitores sabem disso e, portanto, ao tomarem conhecimento de uma notícia, a cada nova informação que circula na variada “mídia” que hoje se coloca à disposição, pensam com a antiga e conhecida “pulga atrás da orelha”, que o mundo que se abre é maravilhoso, mas… Pois não é que o governo federal comunica que há 30 milhões de brasileiros com emprego de carteira assinada? Que o Rio Grande do Sul vai ganhar 4 bilhões e trezentos milhões de reais para saneamento e urbanização em 221 municípios? Um assombro! E mais: 29.452 estudantes entraram na universidade com bolsas do Prouni; quinze novas escolas técnicas federais vão levar ensino profissionalizante para 18 mil estudantes; 57.580 famílias gaúchas estão incluídas no plano Luz para Todos e 402.362 no Bolsa Família.
Ficamos encantados com tantas perspectivas que parecem se abrir. É o melhor dos mundos que estará chegando ou estaremos sendo ludibriados? Não custa nada anotar e ficar na expectativa… Se tantas são as possibilidades para o Brasil e para o Rio Grande do Sul, então realmente vivemos num país “abençoado por Deus e bonito por natureza”, não é mesmo?
Mas, será verdade que tais coisas se concretizam e vão continuar se concretizando? Em todo o caso, nunca é demais ficar atento e ir se organizando para a eventualidade de que o futuro não seja tão risonho assim como está sendo apresentado. E com o olhos nas dificuldades e asperezas naturais, preparar nosso espírito e nosso estômago…
Faremos de conta de que não lemos, ouvimos e assistimos tantas promessas de bem estar e vamos “correr atrás da máquina”, procurando produzir mais e assim nos equiparmos para as dificuldades que podem estar pela frente. A ONU anda falando tanto em inflação e falta de alimentos, em crise disso e daquilo, não custa nada manter um olho aberto para este lado também.
O otimista, que teima em sobreviver no íntimo de cada um de nós, é “um idiota”, diria Voltaire. Nunca será demais, portanto, ficar atento ao que pode vir por acaso, imprevidência ou incompetência, por má fé e por ignorância, qualquer uma dessas pragas que podem se abater sobre a nossa boa colheita.
Walter, procurando um livro da Selma Lagerlof pela internet encontro seu site que, pela página que encontrei caiu em seu site, mas com uma barra…/?707 encontrando todas as suas crônicas em ordem de data somente em textos :gostei muito de tudo que você escreve, da sua fôrça de expressão riograndense, que minha mulher de ascendência sulina e açoreana (ela sempre se refere a um antepassado Medeiros que teve de trocar de sobrenome para Albuquerque nos tempos do império) me ensinou a valorizar. Bem, procurava por Selma pois temos um filho de dez anos e no currículo escolar dele desse ano entram leituras de Selma Lagerlof e como esse ano é um ano olímpico lembrei-me de um conto dela chamado A Chama Sagrada que fala do transporte de uma chama de Jerusalém até a Inglaterra, acho que levada para José de Arimatéia, e que remete a lenda do santo Graal. Nas buscas que se tem na primeira página de seu sítio nada encontrei sobre Selma, mas foi bom ver escritos sobre o tratado de tordesilhas que voce fala que passa em Laguna (moramos em Pirenópolis -Goiás, e parece que tem um marco na cidade vizinha à nossa assinalando alí também a passagem da linha imaginária ) e quero começar a partir de agora começar a ler tuas crônicas. um grande abraço Zé Cassio