Arquivo de julho de 2008

A FORÇA DA PALAVRA

domingo, 27 de julho de 2008

Crônica publidada no jornal ABC DOMINGO

 

TALHERES DE PRATA

Walter Galvani

A língua não é uma invenção dos literatos, nem tampouco dos políticos e muito menos dos professores. Ela é o fruto mais genuíno de uma brotação espontânea, naturalmete com todos os liames que a prendem à árvore maior da civilização, onde nasceram os galhos que se multiplicam e levam ao bicho homem a buscar a expressão dos seus pensamentos e sentimentos, a tradução em palavras dos seus gestos e atitudes, de seus erros e acertos, de suas conveniências e brutalidades. Não existe nada mais mortal do que a Palavra, sim, um instrumento letal se for usado nesse sentido. Fere e mata, mais do que uma espada, um revólver, uma bomba. Portanto,nada é mais importante do que o idioma, a língua que se usa para se comunicar, pois como elemento redutor, identifica um povo, um país, uma nação, ou um conglomerado de nações.
Está muito certo, por isso, o presidente do Brasil, comparecendo neste final de semana, a chamada Cimeira da CPLP, embora, o mistério desta sigla, para a maioria, e o esoterismo da palavra que os demais chamam “cimeira” e nós, conhecemos por “cúpula”. Mas, é isso mesmo, é a reunião dos principais dirigentes dos países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e estão portanto convidados Brasil e Portugal, Angola e Moçambique, São Tomé e Príncipe (e este nome duplo é de um só país), Cabo Verde, Timor Leste e Guiné Bissau. Há milhões de outros falantes da língua portuguesa espalhados pelo mundo, mas estas oito nações são as que oficialmente integram a comunidade e a tem como idioma oficial.
Elege-se o novo presidente da comunidade e por uma lógica democrática que obedeceu ao alfabeto, chegou a vez da Guiné-Bissau, onde se fala pouco nossa língua, mas se quer que se fale cada vez mais.
Em matéria de contingente, o Brasil, como todos sabem, com 183 milhões de pessoas, é o campeão absoluto. Aliás, não é por nada que o Luis Fernando Verissimo, escrevendo para a revista americana “Newsweek” apresentando o nosso país ao Barack Obama, possível futuro presidente americano, escreveu que este aqui é um país onde tudo se mede por grandezas. Somos o maior nisso e o maior naquilo, o mais vezes campeão de futebol, enfim, por aí vai e parece que teremos no ano que vem o S.C.Internacional como o clube com o maior número de sócios do mundo! Que bom, tomara que seja e que desperte a saudável concorrência do eterno adversário, o Grêmio, ou de qualquer outro clube brasileiro.
Mas eu falava da língua e da língua é que interessa dizer aqui que o português, falado em todo o Brasil e nestes demais sete países, é um belo instrumento de comunicação, sofisticado e difícil, porque, graças a Deus e aos benditos navegadores que em suas naus o espalharam por quatro continentes e meio, representa um pensamento sofisticado e mentes capazes, audazes, criativas e afoitas. Não fora isso, o mar não teria sido deles durante tantos séculos e não estaríamos aqui falando de grandezas.
Assim, o presidente Lula que não é nenhum literato, como todos sabem, mas é um bom professor de como progredir e crescer neste mundo difícil, defenderá nossas posições em Lisboa,(ou Ulissabona), a terra de Ulisses, outro navegador, lendário ou real, para que se faça um bom acordo ortográfico, banindo as possíveis discrepâncias e fazendo-o vigorar sem a necessidade de distribuir talheres de prata aos convidados para este banquete.
No final, todos assinarão o convênio e mesmo que não se queira, haverá uma enorme renovação das bibliotecas, que precisam de livros e estantes novas, mas sobretudo de recursos. Tudo bem, pelo menos não estarão gastando o dinheiro do povo em armas e munição, na promoção de ridículos bopes ou ibopes.
E os jornais, ah, estes assumirão sua posição indiscutível de liderança na renovação da língua. O que será bom para todos.
Não se trema diante do trema ou não nos asustemos com a crase. Todos sairemos ganhando, além do mais, a língua não é estática, não está congelada e nunca estará e sempre obedecerá às mudanças que o próprio pensamento dos falantes for estabelecendo Viva então a língua portuguesa, a quinta mais falada do mundo, e nossa pátria comum, como diria Fernando Pessoa.

FÉRIAS DE JULHO

domingo, 20 de julho de 2008

Crônica publicada no jornal ABC DOMINGO, do Grupo Editorial Sinos

AGOSTO, PAUSA PARA MEDITAÇÃO

 

Walter Galvani

 

Mudanças à vista, o mês de agosto poderá servir como uma espécie de pausa para meditação, pois, se o senado aprovar as mudanças previstas no Código de Processo Penal, o que parece certo, estarão sendo encerradas as barulhentas mega-investigações, as intervenções cinematográficas da Polícia Federal e dos pelotões de Bope (e muito ibope), pois serão impedidas prisões preventivas, os acusados terão conhecimento prévio das acusações e alguns crimes, como os de “colarinho branco” serão afiançáveis. Este novo pacote com que será brindada a sociedade brasileira trará a vantagem de promover o retorno para a primeira linha de interesse público, a telenovela e o futebol. Voltaremos à sátira e à comédia, vamos deixar de lado a rude nudez da realidade e o dia-a-dia voltará a ser glamurizado pelos concursos de “misses” e o noticiário internacional. Além do mais, com a entrada em vigor das leis do Código Eleitoral, o estreitamento será uma conseqüência natural do ano de eleições.

Bom ou ruim para o leitor, para o ouvinte, para o telespectador? Enquanto minha gaivota sobrevoa a beira da praia em busca de assunto/alimento para o seu almoço, deixo a resposta em suspenso, no ar…

Teremos uma autêntica “pausa para meditação”, dentro de mais uma dúzia de dias, se tanto, quando nos obrigaremos a refletir sobre a conveniência ou não de mergulhar na realidade ou abraçar de vez o reino das metáforas…

Assim será o segundo semestre que já começou e depois da breve interrupção das férias de fim de julho será retomado com toda a intensidade e velocidade em todos os lados.

Não sei se minha gaivota vai morrer à míngua ou se contentará com as migalhas que cairão em seu caminho… O que é certo é que, pelo menos por um bom período deixaremos de comentar chegadas e saídas dos Cacciolas, Pittas, Dantas e outros mais ou menos votados.

Pensando bem, um belo intervalo para a reflexão e a recuperação do bom humor, o tradicional humor brasileiro, consagrado mundialmente e tão abalado por estes últimos anos de escândalos e derrapagens virtuais e concretas.

CORRUPÇÃO, FRAUDE, DESVIO DE VERBAS, LADROEIRA…

sábado, 19 de julho de 2008

Você ainda não se cansou disso tudo? Acho que o leitor, o ouvinte, o telespectador, ou seja o público, deseja outra coisa. Não é por nada, não… nem que seja para mudar de assunto. E a podridão reinante cheira mal… Vamos lembrar uma frase célebre? Do alto destas pirâmides, QUARENTA SÉCULOS VOS CONTEMPLAM

 Walter Galvani 

Um dia destes, me perguntaram: “e você, tendo que produzir praticamente sete crônicas por semana, não cansa de falar sobre desvios de verbas públicas, falcatruas, roubos, prisões com algemas ou sem algemas, de pijama ou colarinho branco?” Resposta: canso, sim. Tanto que já me auto-decretei que, enquanto perdurarem estas difamações, calúnias, verdades, mentiras e desmentidos, vazamentos e escutas clandestinas, não retomarei estes temas, para não chatear os leitores. E eis que me alertam: vem aí agosto e com a aprovação de uma lei que tramita no senado, nada mais disso poderá ser assunto, além de que, com a aproximação das eleições os cuidados tem que ser redobrados para não atingir ou beneficiar candidatos e partidos.

Estreita-se o espaço, pois como se sabe, “tudo o que é sólido se desmancha no ar” e a minha gaivota preferida fazendo o vôo em busca do seu alimento vai ter que encontrar alternativas.

Por que não buscar a grande frase da semana? Claro, de preferência perdida nos caminhos do tempo… Foi o que fiz, amáveis leitores dominicais desta prosa com que procuramos honrar o mundo da lusofonia, na semana que antecede a entrada em cena de um representante da Guiné-Bissau (onde se fala, sim, português, mas não muito), como presidente da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que deverá ser eleito na “cimeira” (traduzindo: reunião de cúpula) que começa amanhã. Mas não foi de nenhum abnegado defensor da nossa língua que extraí esta bombástica lição de encorajamento e relações públicas. Foi dele, do famoso corso, Napoleão Bonaparte. Há exatos 212 anos, antes que ele se transformasse no terror da Europa, embora já pintasse como o adversário dos absolutistas e bem antes do desvio de conduta que o levou ao abismo. Estavam, pois, os franceses postados no deserto de Saara e Napoleão levantou-lhes a moral com esta frase inesquecível: “Do alto destas pirâmides quarenta séculos vos contemplam!” Venceu a batalha, tornou-se o martírio dos ingleses e ajudou a redesenhar o mapa da Europa, que foi outra vez redesenhado em 1815, depois de Waterloo, e assim, sucessivamente, até o final do século vinte. A mesma frase deveria servir hoje para botar a vergonha na cara dos nossos contemporâneos…

UM SIMPLES RECADO SOBRE A ARTE DA CRÔNICA E A BIOGRAFIA

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Crônica publicada no Diário de Canoas, minha terra natal.

O COELHO MÁGICO

 

Walter Galvani 

A arte da crônica consiste em encontrar o assunto do dia, aquele tema que os leitores ao iniciarem a sua leitura exclamam: “Puxa! Isto é o que eu gostaria de abordar!” e escrever bem, o que arranca a reação subseqüente: “Ah, eu escreveria assim!” Por vezes, no entanto, somos obrigados a fugir do assunto, aquele que se diria insubstituível, pois tanto já se falou sobre aquilo que se tornou monótono, repetitivo, desagradável. Falar aqui sobre a greve da ECT e os prejuízos aos indivíduos, sobre o desvio de verbas do assunto Detran, indisponibilidade dos bens dos acusados ou sobre a “tolerância zero” nas estradas, ruas e avenidas, ou a operação do “entra e sai” da cadeia dos “colarinhos-branco” fisgados pela Polícia Federal, uns pilhados até de pijama e todos algemados, soa como uma espécie de coisa já vista, já conhecida, para os leitores deste ativo e eficiente “Diário de Canoas”, preocupado, muito justamente, com os problemas da comunidade, de olho no calçamento das ruas e a falta de água, transporte coletivo dos cidadãos e oportunidades de lazer e compras.

Por isso, mexo com freqüência no meu baú histórico e retiro da cartola, ora um coelho mágico, ora uma história dos “tempos do padre Leão”, ora uma saída do Hugo Lagranha que ameaçou obstaculizar a linha que se construía para o Trensurb se ela não mergulhasse no centro de Canoas. Não mergulhou e o Lagranha foi patrolado para fora da prefeitura. Teve que retornar na base do voto (era nomeado), mas não conseguiu mudar a travessia que teria salvado o centro histórico da cidade.

E por me habituar a mexer neste baú de histórias, tomei o gosto de pesquisar a biografia das pessoas, ao mesmo tempo em que escrevo e reescrevo a minha própria, contando fatos e lendas e interpretando e reinterpretando o que se consegue, mergulhei na preparação de uma oficina de Biografia e Autobiografia, aliás, matéria que lecionarei na Unisinos mais adiante. Esta oficina de agora que segue a ordem das primeiras, de crônica e escrita criativa, darei em breve em Canoas, sob a égide do Departamento Cultural da cidade. E isso fará parte da minha biografia.

 

O PERTURBADOR ENTRA E SAI DA CADEIA

domingo, 13 de julho de 2008

Crônica publicada hoje no jornal  ABC DOMINGO, do Grupo Editoial Sinos, que circula em Porto Alegre, região metropolitana, Encosta da Serra, Vale do Rio dos Sinos.

A sede da empresa é em Novo Hamburgo, a grande “cidade industrial” da área de colonização alemã que se produziu no Rio Grande do Sul, a partir de 1825.

NA TERRA DA ENCENAÇÃO

 

Walter Galvani

 

“Banqueiro volta para a cadeia”, “banqueiro também vai preso”, “ex-prefeito vai para a prisão de pijama”, “hábeas libera ex-prefeito”, “grande investidor vai preso”, “banco perde um bilhão” e tudo dito e impresso, apresentado e lembrado assim, cria, na cabeça do humilde, do modesto, do pequeno, a ilusão de que o mundo é feito de tais encenações. Enfim, só é real o que “passa na televisão” ou é divulgado na “mídia”.

Esta “realidade” do mundo moderno é uma das maiores distorções provocadas pelo tipo de efeito que a difusão causa na mente das pessoas que precisam aprender a ler, ver e discernir o que é falso do verdadeiro, o que é permanente do que é fugaz, o que é justo do que é injusto, o que é concreto do que é fictício.

De uns tempos para cá, e naturalmente num processo vertiginoso e vertical que será aprofundado neste ano eleitoral, o brasileiro se defronta cada vez mais com esta alteração no que lhe é apresentado, uma vez que a verdade, manipulada desde o seu nascimento não deixa de se encaminhar para o paradoxo popularizado pelo escritor Marshall Berman. Repescado no “Manifesto Comunista” de 1848, redigido por Karl Marx, de que “tudo o que é sólido, se desmancha no ar”, a dúvida agora se aloja no espírito de todos. O pior é que se desmancha mesmo a “realidade”, que antes era apregoada por Aristóteles como o resultado da ação dos cinco sentidos do homem, e hoje vem em pacotes prontos, congelada ou resfriada, conforme o caso, para uso imediato ou reservada para utilizações futuras.

Fica difícil para o habitante do morro ou do subúrbio, da vila ou do bloco habitacional ou até mesmo das grandes e confortáveis residências dos “paraísos artificiais” dos condomínios fechados, entender o que se passa nos atapetados corredores dos altos escalões. E o que de fato acontece, antes ou depois da noite cair, ao amanhecer ou nas frias madrugadas, pois de pijama e pantufas andam todos de cá para lá e de lá para cá. E quem dorme nas prisões pode acordar nos cinco estrelas, e vice-versa. Está na hora de um “chega pra lá” severo e cortante. Nossa esperança é que isso aconteça antes da hora das decisões pessoais no silêncio e na privacidade das urnas.

ALGEMAS, APARATO PÚBLICO,FILMAGENS…

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tudo bem, vamos respeitar a Polícia Federal, mas nem sempre o escândalo é o melhor caminho. Há muitos criminosos que

tapam o rosto para não serem filmados. Nessa hora, seria bom um inspetor desmascará-lo para que todos vejam bem quem é e não esquecer mais suas feições…

CELSO PITTA DE PIJAMA

 

Walter Galvani

 

Tenho o maior respeito por estas operações da Polícia Federal até porque não tenho nada a esconder e acho bom que o país trema diante de alguma coisa. Afinal de contas, nem uniformes assustam mais (podem ter sido roubados) nem “carteiraços”, nem grandes nomes sociais ou econômicos. Por isso mesmo, a simples citação da Polícia Federal faz tremer, com justa razão todos os que têm  “culpa no cartório” e, por osmose, os que não tem…

Mas considero dispensáveis certas atitudes, como obrigar a um cidadão, seja ele um contribuinte qualquer, um “não contribuinte” por vadiagem ou desemprego (a linha divisória é cada vez mais estreita…) ou um ex-prefeito de São Paulo, tipo Celso Pitta.

Para que obrigá-lo a aparecer diante das câmeras de fotógrafos e operadores de tevê, de pijama e (com ou sem) chambre?

No mínimo desrespeito ao indivíduo que já pagou o mico de ter tido uma ex-esposa que o denunciou (em 2001) e por isso está metido nesta situação.

Nada a favor de corrupção ou de qualquer banqueiro, tipo Daniel Dantas, operador de bolsa tipo Nagi Nahas ou funcionário público do estilo de Celso Pitta. Também não me alinho na posição de alguns que dizem que neste último caso se trata de preconceito racial, pois, se Pitta fosse branco não apareceria na “mídia”, ainda mais de pijama…

Por favor: não tratem de misturar as coisas, o que é muito comum neste país: tentar esvaziar uma acusação, diminuindo o acusador. Mas, promover espetáculos com a miséria alheia, também não é uma atitude correta ou digna de cavalheiros. Ah, no mundo do crime não tem isso não? Pena que a tolerância zero não vá até o fim em todos os setores e ramos de atividade.

 

LIBERDADE, LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRE NÓS

sábado, 5 de julho de 2008

Crônica publicada neste fim-de-semana no “Diário Popular” de Pelotas:

VIVE LA LIBERTÈ!

 Walter Galvani

 

Ao longo dos últimos três séculos nos habituamos a cultivar a liberdade sob a égide da França. Parece que em francês, até as palavras soam melhor, quando se referem a este tema que esteve no cerne da Inconfidência Mineira, na bandeira farroupilha e em nossos corações e mentes desde 1789. Não foi por acaso que os cidadãos franceses derrubaram a Bastilha e os preconceitos, aboliram o absolutismo e transformaram os costumes sociais e econômicos, abrindo o caminho para as modernas repúblicas. Por isso, ver a senadora Ingrid Betancourt ser recebida pelo presidente Sarkozy e desfilar sob o Arco do Triunfo naquela que há centenas e centenas de anos se convencionou chamar “Cidade Luz” é uma vitória para as forças do Bem, neste período negro da história da Humanidade, este em que vivemos, e em que “triunfam as nulidades” como diria Ruy Barbosa, se impõem as mediocridades e os jovens não querem mais estudar e trabalhar, pensando em ganhar a vida “na sorte”. Pena para nós e pena para eles.

Mas Ingrid resgatou esta dignidade que muitos julgavam enterrada. Suportou quase sete anos de cativeiro, presa como uma fera por uma corrente na metade deste tempo, depois que provou que não se renderia e pretendia fugir das trevas da ignorância das tais Forças Armadas Revolucionárias que de revolução nada mais tem, querem apenas trocar reféns por dinheiro, assim mesmo como procedem os piores criminosos. Aliás, de criminosos estamos cheios, temos para todos os gostos no Brasil. Ocupam favelas, moram em edifícios granfinos, andam pelas ruas, elegem-se, conseguem nomeações e vencem licitações. Não necessitamos de uma selva amazônica por que eles desempenham seu feio papel na cidade mais bela da face da terra. Pobre Rio de Janeiro! Cidade que nos seduz, de dia falta água e de noite emite pus, parafraseando a velha marcha carnavalesca.

Vendo as emissões televisivas e olhando as fotos nos jornais e revistas, vendo a Ingrid Betancourt derrotada da sua última aparição, e a gloriosa e vitoriosa do retorno, pode-se aprender bem a lição de que, só mudou uma coisa no seu rosto: a aura de felicidade, nascida na mais pura liberdade.