Pensando no Ano Novo, um pouco de boa vontade não faz mal a ninguém…
Crônica publicada no jornal ABC DOMINGO
Mais alguns dias, contados nos dedos de uma mão só, e pronto! – estaremos soltando foguetes e fazendo espocar champanhas, comemorando a entrada do Ano Novo. Desde que os humanos instituíram esta contagem dos dias, semanas, meses e anos, este ritual se repete, sempre acompanhado de mensagens otimistas e abraços entusiásticos, acreditando-se que, com isso, se exorcizam os demônios e os tempos melhorem. É tudo o que se precisa neste 2009 que já está aí.
A possibilidade de algum otimismo começa por aqui, pela nossa região, em se falando de Rio Grande do Sul, porque a extensão do Trensurb até Novo Hamburgo, há muito que é um imperativo e, ao mesmo tempo, não passa da conclusão do plano inicial. Desde que assentaram o primeiro trecho de trilho, se sabia que o projeto seria levar a linha até a então apenas “capital do calçado”. (Não é mais, porque a produção industrial deste município cresceu tanto e se diversificou de tal maneira, que hoje este ramo industrial é apenas mais um, embora importante setor de atividade.)
Quem passa hoje pela BR-116 se choca e se deslumbra com o tamanho e o perfil da cidade que parece dizer, do fundo do vale onde majoritariamente se situa, que está na hora de serem tomadas medidas mais abrangentes e decisivas. Sim, isso é Novo Hamburgo hoje, como todas as demais cidades que a circundam, uma esplêndida realidade, espremida entre a falta de visão e planejamento dos governantes estaduais e federais e as dificuldades eventuais de desenvolvimento. Como estas que se vivem agora, na esteira das asperezas mundiais em que nos inserimos.
Uma nova estrada? Claro, só isso realmente afastará o espectro do estrangulamento de trânsito e escoamento das riquezas que por aqui precisam passar por não haver outro caminho e tudo se afoga ali adiante, em Esteio, Canoas e entrada de Porto Alegre. Mas, as providências tem que ser complexas e completas e a extensão da linha do nosso metrô de superfície é uma delas. E urgente.
Pode-se dizer, pois, que com este anúncio de obras, já se pode olhar 2009 com algum otimismo. E que seja esta a mola propulsora de outras e muitas melhorias que deverão surgir.
Walter Galvani