(Crônica publicada no “Diário Popular” de Pelotas)
Já temos uma idéia de como será 2009, cujo início está no umbral de nossa porta, daqui a pouco mais de vinte dias. Teremos que gastar o que temos, economizar o que der, trabalhar mais do que em 2008 e nada de exageros. Não deveremos deixar de gastar e investir, ou seja, seguir o sábio conselho do rude Lula que “sem querer, querendo” acertou mais uma vez na medida, tanto que encerra o ano com 70 por cento de aprovação. Nada é por acaso, como diria outro sábio, Paulo Coelho, o homem dos 100 milhões de exemplares vendidos que, acertando em cheio no gosto popular, tornou-se sucesso em vida. Nem esperando para outras gerações apreciarem seus livros, poderia se beneficiar de tamanha popularidade. Começando que, fazendo as contas de apenas dez por cento de direitos autorais, como todos os autores mortais negociam com suas editoras, e imaginando que os livros de Paulo Coelho custem, em média, 30 reais no balcão, aí teríamos então já uns 300 milhões de reais amealhados pelo escritor.
Mas, nem todo mundo se chama Paulo Coelho. Vamos, pois, nos comportar nesse ano que vem, como as montadoras de automóveis que, sem compradores, terão de demitir funcionários e, começar com férias coletivas.
O cardápio está traçado: no Natal, lembrancinhas, que ninguém vai deixar de nos querer bem se na hora de trocar presentes, seja no lar, seja no “amigo secreto” da firma, dermos livros, cds, sabonetes, nada que ultrapasse os limites da conveniência e da boa economia. Vamos nos comportar assim como se fôssemos cubanos, pressionados pelo bloqueio americano durante cinqüenta anos ou quase isso.
Então, devidamente preparados para enfrentar as dificuldades, pisaremos no Ano Novo dispostos a gastar apenas o que ganhamos, menos vinte por cento que é o que guardaremos como economia, pois 2010 pode ser pior. Não, não me tomem por Cassandra, também quero que tudo melhore, mas desde meados de setembro que eu vinha dizendo que seria preciso ter cuidado, pois num mundo globalizado, qualquer “marola” pode virar tsunami… E agora “jingle bells”, mas devagarzinho.
gostei da cronica devemos tomar cuidado com gastos superfluos