ESPERANDO A HORA
Walter Galvani
O tempo passa.
De uma hora para outra, crescemos, ou pelo menos pensamos que crescemos. Viramos gente. Ou pensamos que viramos gente. E então, acreditamos que somos capazes de mudar o mundo.
Será que somos?
Em algum momento teremos condições, ferramentas, habilidades?
Pois é.
Lemos, acreditamos, entendemos que chegou a hora de mostrar o quanto somos, digamos “machos” e poderemos alterar a ordem das coisas.
Quantas vezes comecei uma crônica sem saber o assunto dela?
Esta é uma delas.
Sempre ensino, em minhas oficinas, que o Rubem Braga já fez isso, de maneira genial e que, portanto, os novatos, nós os velhos pretenciosos, e os capacitados pelo talento, estamos proibidos de escrever sobre “não ter assunto”, por que Rubem Braga já fez isso, de forma original e genial e não há mais espaço para isso.
Então, vamos tratar de ler, escrever, praticar, pensar, voltar a escrever e procurar produzir alguma coisa digna. Sem desculpas.
Jean-Paul Sartre já dizia: “Nenhum dia sem uma linha!” E Picasso explicava:
“Quando alguém me pergunta se acredito em inspiração, respondo: acredito sim, sempre que ela chega me encontra trabalhando!”
Mãos à obra.