ESPERANDO A HORA
Walter Galvani
O tempo passa.
De uma hora para outra, crescemos, ou pelo menos pensamos que crescemos. Viramos gente. Ou pensamos que viramos gente. E então, acreditamos que somos capazes de mudar o mundo.
Será que somos?
Em algum momento teremos condições, ferramentas, habilidades?
Pois é.
Lemos, acreditamos, entendemos que chegou a hora de mostrar o quanto somos, digamos “machos” e poderemos alterar a ordem das coisas.
Quantas vezes comecei uma crônica sem saber o assunto dela?
Esta é uma delas.
Sempre ensino, em minhas oficinas, que o Rubem Braga já fez isso, de maneira genial e que, portanto, os novatos, nós os velhos pretenciosos, e os capacitados pelo talento, estamos proibidos de escrever sobre “não ter assunto”, por que Rubem Braga já fez isso, de forma original e genial e não há mais espaço para isso.
Então, vamos tratar de ler, escrever, praticar, pensar, voltar a escrever e procurar produzir alguma coisa digna. Sem desculpas.
Jean-Paul Sartre já dizia: “Nenhum dia sem uma linha!” E Picasso explicava:
“Quando alguém me pergunta se acredito em inspiração, respondo: acredito sim, sempre que ela chega me encontra trabalhando!”
Mãos à obra.
Muito bem, Galvani.
Sempre achei, também, desde os velhos tempos da Folha da Tarde, que o negócio é trabalhar.
Então capriche!
Continuo te lendo. E acho que deves trabalhar muito, para ver se melhoras a qualidade literária.
Não é só, o que dizer. Mas, como dizer, também.
Capriche!
ass.
Lombardo
Nulla die sine línea.
Obrigada por presentear
meu coração, minha razão,
meu espírito, e me encher
de inspiração!
Um abraço de uma receptora
qualquer, faminta de palavras.
Rather interesting. Has few times re-read for this purpose to remember. Thanks for interesting article. Waiting for trackback
Prezado Walter Galvani !
Ultimamente estou vivendo segundo a sua crônica, só que não a estou seguindo à risca. O que faço? Publico em diversos blogs minhas poesias, crônicas, trovas, antigas e atuais, às vezes. Só ainda não me conformei em escrever ideia sem acento, nem para do verbo parar sem acento, porque uma dificulta a pronúncia e a outra o sentido. Em todo caso, sempre escrevo algumas linhas também em blogs como comentários. Continuemos como diz a minha trova: VAMOS EM FRENTE, VENCENDO/ AS AGRURAS DA JORNADA/ E ESTAREMOS COMPREENDENDO/ QUE NÃO LUTAMOS POR NADA.// IALMAR PIO – ver blog no Google
Querido Galvani! Muito legal a crônica, acho que é isso mesmo, o trabalho e a dedicação é que dão frutos. Um abraço,