Acabaremos todos otimistas…
Crônica para o grande Diário Popular, da maravilhosa Pelotas, a “Princesa do Sul”:
VAMOS LÁ, OTIMISTAS!
Walter Galvani
Ufa, passou! Estamos quase chegando a 2010 e o pior já passou. Resta-nos apenas segurar a respiração enquanto mudamos de ano e já estará aí a redenção. Depois, em dois ou três saltos chega-se à Copa do Mundo e depois dela, a Olimpíada e assim, este país de 190 milhões, e em quatro ou cinco, de 200 milhões, estará transmitindo sua maior mensagem à toda a Terra: integração, amizade, nenhum preconceito.
Estarei escrevendo sobre uma utopia? Sim, mas um sonho digno de ser perseguido. Veremos então que é possível acreditar no imenso poder de realização deste povo mestiço de velhas castas européias, selvícolas, negros, amarelos, e todas as colorações resultantes da imensa mistura que veste a camisa verde-amarela.
Povos europeus de memória curta, poderão se lembrar que seus excedentes populacionais, para usar uma expressão pelo menos “delicada”, foram recebidos aqui e ajudaram a construir o gigante em que todos vivemos. Mas, será preciso não esquecer, por exemplo, que, ao derrubarem as árvores, enriqueceram com o desfrute de um bem que deveria ser coletivo.
Também não se pode desprezar a idéia de que os contingentes populacionais de pele negra contribuíram com a mão de obra gratuita, em muitos casos, para edificar esta grande nação, e que os índios, não eram preguiçosos, como rezavam os antigos compêndios escolares, mas rebeldes porque prezavam sua liberdade. Quando lembrarmos de tudo isso, poderemos curtir mais e melhor a grandeza que está chegando, sem remorsos, vinganças, revanches, retaliações. O que, aliás, é também uma questão de grandeza. E essa, parece, veremos nos próximos anos, parece que temos também. E então, poderemos festejar todas as conquistas, celebrar igualmente Sepé Tiarajú ou Pedro Álvares Cabral, Garibaldi e Bento Gonçalves, Pedro I ou Tiradentes, Zumbi ou Getúlio.
Ao
Jornalista Walter Galvani
ACONTECENDO AQUI
http://www.acontecendoaqui.com.br/index.asp?dep=16&colunista=19&pg=19167
20.5.2009
COLUNAS
Rodrigo Capella*
Descobertas em Floripa
Acabei de voltar da Feira Catarinense do Livro, na qual participei de um debate sobre “O Futuro da Literatura Catarinense”, juntamente com os escritores Ricardo Rayol, Priscila Lopes e Aline Gallina. Abaixo as minhas considerações sobre os principais temas discutidos:
Ferramentas virtuais – Ao utilizar essas ferramentas virtuais, os escritores conseguem mostrar o seu verdadeiro talento, conseguem se expor, romper barreiras. Atualmente, quem não tem blog não é escritor. O escritor precisa do blog para tudo, para se expressar, ouvir os leitores e para trocar experiências. O Twitter e o Facebook são um algo a mais, são interessantes porque estão sendo descobertos aos poucos pelos escritores. Essas ferramentas são importantíssimas para construímos a democracia literária e para os escritores terem uma maior liberdade e serem mais valorizados.
Os livros – Os meios virtuais sustentam os livros, são um caminho para o leitor atingir o orgasmo literário, que é a leitura plena. O livro não morrerá jamais, até porque o livro não é uma mídia e sim um meio de prazer. Sem os livros, as pessoas não pensam, ficam caducas e tendem a morrer.
Estudantes – Todo estudante de jornalismo deve se interessar por Twitter, Orkut e Facebook. Essas ferramentas são obrigatórias! O futuro jornalista precisa entender que, cada vez mais, vivemos a era do conteúdo interativo e da Internet. Sem internet e interatividade as coisas não fluem.
O e-book – O e-book, livro publicado pela internet, está tendo cada vez mais adeptos. Escritores que nunca sonharam em publicar podem, agora, mostrar as suas obras para o mundo e se sentirem vencedores. Mas, ocorre um outro caminho. O meu livro Rir ou Chorar, por exemplo, vendeu três mil exemplares e será transformado em e-book. Isso porque na internet existe um grupo diferenciado, sedento por informações. Então, a internet é complexa. Ajuda os novos escritores, mas também auxilia os escritores veteranos a aumentarem o seu público.
Adaptação – A literatura teve que se adaptar ao Twitter, Orkut e blogs, que limitam, por exemplo, o espaço destinado aos textos. O escritor que utiliza essas ferramentas precisa ter um texto conciso, objetivo e bem dinâmico. O leitor de internet e usuário dessas ferramentas querem interatividade, quer participar do processo criativo e dar palpite. Não se pode apenas postar conteúdo, os escritores precisam ouvir os leitores e caminhar com a história para satisfazer o gosto deles. Esse é o grande desafio, impulsionado, principalmente, pelas mídias sociais.
Observação 01: Entre as várias pessoas que conheci na feira, destaco Janice Pavan, presidente da Associação Literária Florianopolitana. Empolgada e vibrante, ela disparou: “já vendemos mais de 120 títulos no estande dos escritores da ilha”.
Observação 02: O lançamento de XXI Poetas de Hoje em Dia(nte), antologia organizada por Priscila Lopes e Aline Gallina, será dia 23 de maio, em São Paulo.
*Escritor, poeta e jornalista, é autor de vários livros, entre eles “Poesia não vende”, “Como mimar seu cão”, “Enigmas e Passaportes”, “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer, e “Rir ou chorar’, que desvenda os bastidores do cinema brasileiro e traz várias curiosidades sobre atores e atrizes. Mais informações: http://www.rodrigocapella.com.br
contato@rodrigocapella.com.br
COMENTÁRIOS
Priscila: E que venham outros projetos, outros debates. Pode contar comigo sempre. Um abraço, até sábado no Bar do Batata!
MAIS RODRIGO CAPELLA
http://www.acontecendoaqui.com.br/index.asp?indice=1,10,10,p&dep=16&colunista=19
I went to tons of links bfeore this, what was I thinking?
Thanks for writing such an easy-to-understand atircle on this topic.