MINISSAIAS E PAPEL EM LIVRO

Crônica publicada neste dia 15 de novembro de 2009 no jornal Diário Popular, de Pelotas (RS)

 

O LIVRO EM PAPEL E A MINISSAIA 

Walter Galvani 

Anda todo mundo “ouriçado” para saber se o “e-book” substituirá o livro em papel e se estará na hora de aposentar este magnífico objeto, primor tecnológico, que atravessou tantos séculos e, desde o papiro, passando por todos os demais sucedâneos, chegou aos nossos dias. Respondo o mesmo que ouvimos quando surgiu a televisão: “Não, o cinema não acabou”. Aliás era a mesma frase que se respondia para o surgimento do cinema, quanto ao teatro: “Não, o teatro não acabou!” E quando surgiu o rádio: “Acabou o jornal impresso? Não o jornal não acabou.”

Nem acabará. Mudanças se farão, é natural que assim seja, mas nem a tevê acabou com o cinema, nem o cinema matou o teatro, nem o jornal matou o livro, nem o rádio matou o jornal, e assim sucessivamente.

Convivência é o nome do jogo. Seguiremos em frente, usando um ou outro produto, de acordo com as circunstâncias e o momento, e, aliás, com o livro sendo muito mais usado do que um produto que exige energia elétrica ou bateria, pesa muito e é incômodo. Ou me digam: levarei o tal e-book para a beira da praia ou para o banheiro ? Ou para dormir com ele?

Além do mais, todos estes arquivos que estão aqui no meu computador, os importantes naturalmente, e os copiei em papel. Porque? Por que não quero ou não posso perdê-los e quero lançar mão deles quando necessitar. Portanto, não os quero apenas virtuais.

Ainda recentemente alojou-se em meu computador um vírus enviado por alguém idiota, aliás uma espécie em expansão e que tão cedo não será removida da face da terra, e todos os meus e-mails recebidos de 2008 até junho de 2009, sumiram da memória.

Não quero e não posso, pois, ficar dependente desta única espécie de mídia. Respeito opiniões, mas lembro ainda, como advertência: os oftalmologistas recomendam que se trabalhe vinte minutos e se descanse vinte, diante de um computador. E os especialistas em postura, os que tratam de males da coluna, doenças degenerativas, também.

Só o que não se pode mudar é a mentalidade de gente (e jovem, hein!) que corre atrás de uma moça de minissaia e uma universidade que a expulsa, punindo a vítima. Mesmo que a tal Uniban tenha voltado atrás, esperamos que ela indenize a Geisy. Antes que as vítimas do “Apagão” entrem na Justiça…

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