UM CAMPEONATO MUNDIAL

Crônica publicada hoje, 6 de junho de 2010, no ABC DOMINGO

por Walter Galvani 

 

Estamos mal, muito mal e não é no futebol. Acabo de receber a lista das “10 cidades mais violentas do planeta” e não há uma só brasileira. Vejam só, nem Rio, nem São Paulo, nada de nada, muito menos Porto Alegre.

1 – Ciudad Juarez (México); 2 – Caracas (Venezuela); 3 – Nova Orleans (Estados Unidos); 4 – Tijuana (México); 5 – Cidade do Cabo (África do Sul); 6 – Port Moresby (Papua Nova Guiné); 7 – San Salvador (El Salvador); 8 – Medellín (Colômbia); 9 – Baltimore (Estados Unidos) e 10 – Bagdá (Iraque).

E vejam só, trata-se de uma lista elaborada por uma ONG mexicana, “Consejo Ciudadano para la Seguridad Publica”) e que classifica pelo número de homicídios relativos a 100.000 habitantes. Primeiro lugar absoluto com a Ciudad Juarez, que fica na fronteira com os Estados Unidos, com 130 mortes para cada cem mil.

Nem sei como é que ficamos de fora dessa Copa, pois é sabido que no Brasil desenvolvem-se técnicas cada vez mais ousadas de assalto a banco, roubo de veículos, assassinatos e sequestros. Também é verdade que estamos “interiorizando” os procedimentos malignos, o que vem à tona agora é Gramado dos Loureiros ou Tapes e não mais o nome iluminado das capitais.

Abatem-se pessoas por estarem olhando ou por passarem por ali, rouba-se, mata-se e pronto! – podemos ir embora por que nada nem ninguém se há de levantar pelos indefesos atingidos.

Sabem como é o nome disso? Decadência, decomposição da sociedade, destruição dos valores, fim da educação e do equilíbrio psíquico.

O México, somente o México, que contribui nesta lista com o primeiro e o quarto lugar, tem 21 homicídios por dia. Claro que isso, não chega nem perto dos números brasileiros, temos condições de levar esta Copa, basta somarmos o nosso país inteiro.

Acrescente-se nesta conjunção demoníaca, a diminuição da qualidade da mão-de-obra brasileira, onde somos literalmente confrontados com a ignorância e incapacidade técnica cada vez que vamos à uma loja ou escritório, ou banco… Não é por nada que há desemprego nesse  país…

Em breve resgataremos nossas posições nesta injusta lista… Depois das eleições.

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