HOLANDA SALVA PELO APITO…

 

 

Walter Galvani

 

 

Meu passado de cronista esportivo, lá nos meados de 1955 quando comecei a trabalhar no “Correio do Povo”, até 1962, quando troquei o setor esportivo pelo social e promoções, me diz que houve uma grande sujeira na Copa do Mundo, com um juiz parcial, protegendo deliberadamente a Holanda e dando-lhe condições de chegar à vitória sobre o Uruguai, validando um gol feito em completo impedimento, o segundo, obra de Sneijder.

Pena, mas isso acontece, sempre aconteceu e vi muito disso ao longo de minha carreira de cronista, depois de apenas torcedor ou jornalista atuante em outras áreas.

O Uruguai foi valente, honrou sua tradição, lutou até o fim e se a partida tivesse mais cinco minutos, a história teria sido outra.

Não deu, mas saiu, como se dizia antigamente, “de cabeça erguida”.

A Copa segue, no futuro ninguém lembrará e só ficará o fato da Holanda haver chegado à sua terceira final.

Mas, como a FIFA já teve que engolir a necessidade de uma mudança, com aquela história da bola quicando dentro do gol, validação de gol feito com a mão, tudo favorecendo os que foram adiante, será preciso reexaminar o que acontece nos metros finais, ali dentro da área.

Bola com guisos? “Chip” na pelota? Interrupção para rever no telão? Sei lá, algo terá de ser feito, e o problema é tirar um pouco do encanto do jogo, mas a transparência exige aplicações maciças das modernas tecnologias.

Os humanos erram. Os humanos erram também por má fé, há de tudo.

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