MOMENTO HISTÓRICO NO “CORREIO DO POVO”

O dia 7 de julho de 2010 assinala-se como um novo momento histórico para o “Correio do Povo” de Porto Alegre, com o início da instalação de suas novas máquinas, que propiciarão um sistema “full collor”, se assim o entender a direção do jornal.

Poderão ser impressas até 64 páginas, todas elas a cores, e com isso ampliar a atração para os leitores e satisfazer os interesses deles e dos anunciantes, que poderão dispor de novos recursos, tão amplos.

Assim tem sido, historicamente, nesse grande veículo fundado a 1º de outubro de 1895, portanto a poucos meses dos 115 anos de circulação.

O próprio fundador, Caldas Júnior, hoje nome da rua onde estão as instalações centrais da empresa, dizia que era preciso, sempre, ter “as melhores máquinas e os melhores homens”. É o que o jornal tem procurado fazer ao longo deste seu mais de um século de atividade, ou “Um Século de Poder”, como sintetizei no título do meu livro publicado em 1994, e lançado na Feira do Livro de Porto Alegre.

No dia 1º de julho de 1897, quando ainda não completara seu segundo ano, o jornal que nascera para ser grande, instalava a sua poderosa nova máquina Marinoni, importada da França, o que lhe permitiu aumentar o formato para 44,5 cms x 64 cms.e entrar em seguida no terceiro ano de circulação com média diária de 3.000 exemplares, o que era um feito para a época. Predominavam então no gosto do público, os jornais formato “standard”, o dobro do tamanho dos atuais tablóides, que o Correio também adotou a partir de 26 de maio de 1987.

No primeiro ano do século XX, já alcançara uma tiragem de 5.000 exemplares e de lá para cá, apesar dos solavancos e altos e baixos históricos, cresceu até atingir os níveis de hoje.

As novas máquinas serão instaladas na planta industrial de Porto Alegre (duas unidades) e uma em cada uma das cidades do interior onde o Correio do Povo mantém pólos de impressão e distribuição: Carazinho e São Sepé.

A escolha desses dois locais se deu por questões logísticas da política de distribuição e atendimento do interior gaúcho e também do estado de Santa Catarina, onde o jornal circula com a confortável posição de “local”, pela abrangência do seu noticiário, precisão, oportunidade e freqüência.  Hoje, o jornal está com a média diária de 170.000 exemplares.

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