Walter Galvani
Estamos todos de parabéns, estamos chegando ao final de 2011 e escapamos incólumes aos perigos de transitar sobre esta íngreme crosta terrestre. Vivos, despertos, espertos, atentos, fugimos às doenças e aos remédios, sobrevivemos aos pequenos ódios e às grandes invejas, aos tropeços comportamentais e quase ilesos, aos verbais, aos enganos e aos derramamentos de sangue e de temperamento.
Faltam poucas horas para o final do ano e, como se estivéssemos acreditando nos presságios e profecias, estaremos aptos a ingressar em 2012, quando o mundo dará seu último suspiro. Como estaremos com a nossa conduta ilibada pelos fatos e pela falta de concretude de qualquer acusação, penetraremos no período, com a maior serenidade.
Depois é acreditar e correr até o dia 21/12/2012 que, segundo interpretações, aconteceria o fim do mundo. Já outros pesquisadores se deram ao trabalho de fazer uma verificação em cima do calendário maia e desccobriram que a data estava errada e… já passou.
Ou seja, o Mundo já acabou e não nos demos conta disso. Estou mais inclinado a aceitar esta asserção porque, de fato com o que anda sucedendo por aí, parece-me, sem dúvida, que ele terminou.
Tudo o que está vindo agora é o inacreditável transformado em fatos palpáveis. Nossa existência prossegue e, embora muitos não o creiam, basta a gente se beliscar para ver que estamos vivos, sim. Por outro lado, ao não ligar a caixa de sons e imagens preparada pelo próprio homem, se percebe que o velho e antigo mundo, continua em sua órbita, oscila calores com tremores de frio e abriga mentirosos e trabalhadores, desequilibrados e honestos cidadãos, homens do campo e da cidade, do mar e da planície, ao lado dos pobres bichos de sempre.
Alguns desses animais comemos, para garantir nossa própria sobrevivência e se aqui no Ocidente excluímos os cães por uma questão de amizade, lá no Oriente eles não escapam ao alvo do cozinheiro e representam até iguarias de alta qualidade.
Eu me declaro absolutamente adverso à carne canina e também à humana… Mas, por aí tem gente…
E assim, vamos para o Ano Novo. Ou como se diz em Portugal, “Ano Bom”, como aqui, quando se usava dizer “a Noite de Ano Bom”. Daqui a pouco, daqui a mais algumas horas, estaremos assinando 2012 em nossas mensagens. Ah, cuidado com os nossos “irmãos” no trânsito. “Eles” são capazes de tudo para chegar um décimo de segundo primeiro, ali na esquina…