COMEÇA O ANO DE 2012

No Diário Popular, de Pelotas, publiquei hoje a crônica que segue:

 

 

COMEÇA

O ANO

DE 2012

 

 

Walter Galvani

 

 

Agora não temos mais nenhuma desculpa: acabou o Carnaval, passou ou está passando o que se chamava antigamente de “Enterro dos ossos”, recomeça o ano escolar e universitário, e os períodos de férias foram devidamente postos em dia.

Quem ainda não se deu conta, logo se verá diante da realidade que esta segunda-feira coloca de forma contundente agora: começou o ano novo. E 2012 chegou com toda a sua força, com vários avisos que costumam ser ignorados pelos brasileiros, pouco afeitos aos sinais de gravidade em terras alheias. Mas, prestemos atenção. Vivemos num mundo só, consolidado pelas relações comerciais internacionais, o Brasil está sendo classificado como a quarta economia ascendente no mundo e, verdade ou meia verdade, isso nos coloca bem à mostra, diante da cobiça e dos interesses mundiais.

A Europa está em crise e a solidez de algumas economias nacionais, a da Alemanha, por exemplo, embora chamuscada pela crise do euro, pois é a líder da zona, e a da Inglaterra que numa atitude tradicional tipicamente  britânica não quis se incorporar ao território da nova moeda, vê países como a Grécia e o nosso amigo e irmão Portugal diante de incertezas.

A crise de emprego em Portugal é algo fora do comum e sem precedentes na história daquele povo que, em outras épocas, diante da crise interna partiu para o desbravamento de outras terras e trouxe o ouro dos descobrimentos, inclusive do Brasil, para restaurar os abalos de sua economia. Dessa vez, a única riqueza que pode ter restado é o valor da língua portuguesa, presente nos cinco continentes e a quinta mais falada no mundo. Mas isso é pouco.

Os Estados Unidos e o seu dólar já andam aos solavancos. Não quero ser profeta da desgraça, mas sugiro que se abram bem os olhos. Os sintomas de enfermidades econômicas andam por aí e o melhor será não se deixar contaminar.

Ficar simplesmente à margem do que sucede no mundo, impossível. Então, o jeito é pilotar bem esse navio e não deixar que ele bata nos rochedos como aquele italiano, o “Concordia”. Aliás, a nossa irmã Itália precisa de atenções também e o sistema financeiro não isenta ninguém nem preserva, nem pela sua simpatia ou capacidade de chutar uma bola…

 

Deixe um comentário