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	<title>Walter Galvani</title>
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		<title>O PRIMEIRO AMOR</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 15:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[É o poema da polonesa Wislawa Szymborska Prêmio Nobel de 1996, que morreu esta semana: O primeiro amor Dizem que o primeiro amor é o mais importante. É muito romântico, mas não é o meu caso. Algo entre nós houve e não houve, deu-se e perdeu-se. Não me tremem as mãos quando encontro pequenas lembranças, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o poema da polonesa Wislawa Szymborska</p>
<p>Prêmio Nobel de 1996, que morreu esta semana:</p>
<p><strong><em>O primeiro amor</em></strong></p>
<p><em>Dizem<br />
que o primeiro amor é o mais importante.<br />
É muito romântico,<br />
mas não é o meu caso.</em></p>
<p><em>Algo entre nós houve e não houve,<br />
deu-se e perdeu-se.</em></p>
<p><em>Não me tremem as mãos<br />
quando encontro pequenas lembranças,<br />
aquele maço de cartas atadas com um cordel,<br />
se ao menos fosse uma fita.</em></p>
<p><em>O nosso único encontro, passados anos,<br />
foi uma conversa de duas cadeiras<br />
junto a uma mesa fria.</em></p>
<p><em>Outros amores<br />
continuam até hoje a respirar dentro de mim.<br />
A este falta fôlego para suspirar.</em></p>
<p><em>No entanto, sendo como é,</em><em><br />
<em>não lembrado,</em><br />
<em>nem sequer sonhado,</em><br />
<em>consegue o que os outros não conseguem:</em><br />
<em>acostuma-me com a morte</em></em>.<br />
Wislawa Szymborska</p>
<p align="center">
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		<title>A RECEITA DE SHERLOCK HOLMES</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 00:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Que é espantoso o mecanismo que está por trás dos acasos&#8230; Ontem, por exemplo, caiu-me em mãos um exemplar de &#8220;Um Estudo em Vermelho&#8221;, não, nada a ver com o S.C.Internacional que ontem mesmo deu um passo adiante na Libertadores empatando com o &#8220;Once Caldas&#8221; na Colômbia, mas sim com a primeira história sobre Sherlock [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que é espantoso o mecanismo que está por trás dos acasos&#8230; Ontem, por exemplo, caiu-me em mãos um exemplar de &#8220;Um Estudo em Vermelho&#8221;, não, nada a ver com o S.C.Internacional que ontem mesmo deu um passo adiante na Libertadores empatando com o &#8220;Once Caldas&#8221; na Colômbia, mas sim com a primeira história sobre Sherlock Holmes que &#8220;Sir&#8221; Arthur Connan Doyle lançou em 1887, quando ainda não se decidira pela carreira de escritor e atuava como médico. Como tantos médicos nossos que escrevem ou &#8220;preescreem&#8221; como era o caso do Moacyr Scliar ou do Dr.José Eduardo Degrazia, e tantos outros.<br />
O personagem do detetive Sherlock (e seu amigo Dr. Watson) salta das páginas. Não é por nada que alcançou tanto sucesso que hoje é sinônimo de detetive, embora muitos deles não o mereçam&#8230;<br />
Mas, li direto o livro que me chegou de Portugal via revista &#8220;Visão&#8221; e que eu deveria ter lido em 1948, quando o Irmão Henrique Justo me recomendou. Perdão, Irmão Henrique, mas cumpri agora a tarefa.<br />
A história é fantástica, mas só esta observação que está à pág. 23 já valeria a pena:<br />
&#8220;Evidentemente &#8211; explicou-me Sherlock &#8211; considero o cérebro humano como sendo inicialmente um sótão vazio, que devemos mobiliar conforme desejamos. Um tolo atulha-o com quanto traste ai encontrando à mão, de maneira que os conhecimentos de alguma utilidade para ele, ficam soterrados, ou, na melhor das hipóteses, tão ocultos entre as demais coisas que lhe é difícil alcançá-los. Um trabalhador especializado, pelo contrário, é muito cuidadoso com o que leva para o sótão de sua cabeça. Não quererá mais nada além dos instrumentos que possam auxiliá-lo no seu trabalho; destes é que possui uma larga provisão, e todos na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas e pode ser distendido à vontade. Segundo as suas dimensões, há sempre um momento em que para cada nova entrada de um conhecimento as pessoas esquecem qualquer coisa que sabiam antes. Consequentemente, é da maior importância não ter fatos inúteis a ocupar o espaço dos úteis.&#8221;<br />
Li direto até o fim e me senti enriquecido com as horas que dediquei a reencontrar Connan Doyle.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>OS MARICÁS JÁ ESTÃO FLORINDO&#8230;</title>
		<link>http://www.waltergalvani.com.br/blog/2012/01/29/os-maricas-ja-estao-florindo/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Crônica publicada neste domingo, 29 dE janeiro de 2012, no jornal ABC DOMINGO &#160; POLUIÇÃO, DESRESPEITO, OMISSÃO   Walter Galvani   Mar coberto de petróleo em Tramandaí, edifícios que caem no Rio de Janeiro, obras feitas sem aviso e permissão, mortes, desaparecidos,assim fica ruim criticar o comandante italiano que fugiu do navio antes que ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Crônica publicada neste domingo, 29 dE janeiro de 2012, no jornal</p>
<p>ABC DOMINGO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">POLUIÇÃO, DESRESPEITO, OMISSÃO</span></strong></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></p>
<p><strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Walter Galvani</span></strong></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Mar coberto de petróleo em Tramandaí, edifícios que caem no Rio de Janeiro, obras feitas sem aviso e permissão, mortes, desaparecidos,assim fica ruim criticar o comandante italiano que fugiu do navio antes que ele afundasse, para salvar o próprio pelo. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Esse é o Brasil. Infelizmente somos obrigados a registrar que não dá para criticar os políticos brasileiros, quando a sociedade toda se comporta dessa forma, imaginando talvez que em tudo dá-se um jeitinho.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Pois não é que se dá mesmo?</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">De minha parte acho lamentável que assim seja.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Sou do tipo antigo. Aprendi que era preciso respeitar os direitos alheios e jamais fazer concessões, por fazê-las simplesmente. É verdade que ao longo da vida também fui tomando lições e hoje não sou tão duro como antigamente. Amoleci, embora reconheça que isso não é o certo.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Cansei. De tanto ver a mediocridade triunfar.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Não virei radical, como deveria, hoje me limito a cumprir as minhas obrigações, fazer o que tenho que fazer, cumprir o que me pedem. Levar a cabo aquilo que me comprometo.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Mas, vendo que o derrame do &#8220;petróleo nosso&#8221; é minimizado, que caem três edifícios na amada (por todos) Cidade Maravilhosa e parece que tudo nasceu numa obra não autorizada, que a corrupção corre solta e os drogados continuam por aí, dirigindo, que no trânsito vence o mais forte, por absoluta imprudência e falta de educação, vejo que está na hora de emigrar para a Suécia&#8230; Infelizmente lá eles não aceitam imigrantes&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Um pouquinho mais de rigor, valeria a pena. Essa civilização dos trópicos precisa uma revisãozinha.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Ainda bem que há uma instituição como o ministério público, tanto o federal como o estadual, que de forma até surpreendente tem livrado a nossa cara. Agora mesmo, neste episódio de Tramandaí, já se viu que não ficará por isso mesmo. Acredito que no Rio, teremos a mesma coisa.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Resta-me, como se vê, ainda um pouco de otimismo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Mas, acho que este é o único combustível que faz com que, olhando em roda, se possa dizer que ainda vale a pena lutar.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Quanto à Sêca, olhem para os maricas! Já estão florindo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></p>
<div>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"><span style="font-weight: 800;"><br />
</span></span></p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>ESTAMOS TODOS DE LUTO</title>
		<link>http://www.waltergalvani.com.br/blog/2012/01/25/estamos-todos-de-luto/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 21:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta crônica foi publicada na edição do dia 23 de janeiro de 2012, no jornal Diário Popular, de Pelotas  Walter Galvani &#160; Não é só Pelotas, não é apenas a Zona Sul, não somente o Diário Popular, e nem a imprensa riograndense e brasileira. Estamos todos de luto porque Clayr Lobo Rochefort era o último [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Esta crônica foi publicada na edição do dia 23 de janeiro de 2012, no jornal Diário Popular, de Pelotas</h2>
<h2></h2>
<h2> Walter Galvani</h2>
<div>
<div id="boxNews">
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é só Pelotas, não é apenas a Zona Sul, não somente o Diário Popular, e nem a imprensa riograndense e brasileira. Estamos todos de luto porque Clayr Lobo Rochefort era o último dos “cavalheiros” que distinguiam a nossa profissão e as pessoas que com ele se relacionavam, podem bem dar conta disso. Para todos tinha um sorriso e o trato amável, que transpunha os limites de qualquer debate e tornava a vida mais fácil, as relações menos tensas e o entendimento, sempre uma possibilidade.</p>
<p>Batalhando sempre por Pelotas e pela Zona Sul do Estado, onde atuou em diretorias e representações da classe jornalística, no Estado ou no país e inclusive internacionalmente, Clayr sempre se destacou por este trato fidalgo e o desejo de harmonização e solução dos problemas. Com isto pode se imaginar o tamanho da perda que se produziu neste final de semana, quando ele se despediu de sua vida terrena.</p>
<p>Ficará sua história como exemplo e como um farol para iluminar nossas dúvidas, sua figura de cavalheiro para ajudar a presidir nossas relações. Pena, perdemos Clayr, perdeu o Diário Popular depois de quase 64 anos de saudável participação. Fica um exemplo de primeira classe, algo que só honraria a gloriosa Princesa do Sul, que vê partir um dos seus maiores nomes, justo na hora dos 200 anos.</p>
<p>Clayr ficará como um referencial da cultura e da elegância moral desta cidade que é tão cara ao Rio Grande e que sempre serve de modelo quando se quer pensar no que seria melhor para o Estado e para o país, que ficou como um farol, acenando do meio do pampa e a meio caminho do mar, mostrando que se pode, sim, morar numa estância, estudar em Paris e trabalhar para a melhora do mundo.</p>
<p>Adeus Clayr! Acordei sabendo que sofrera uma perda, mas como a notícia me chegou muito tarde, nem pude colocar uma flor de despedida junto ao teu corpo terreno. Vamos nos encontrar “lá em cima”. E eu continuarei tendo a “Princesa” no firmamento das minhas admirações.</p>
<p>Oxalá seu exemplo de vida seja copiado por aí afora.<br />
&nbsp;</p>
<div></div>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>E AGORA, O &#8220;GAUCHÉRIO&#8221;&#8230;</title>
		<link>http://www.waltergalvani.com.br/blog/2012/01/23/e-agora-o-gaucherio/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 11:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Crônica publicada no jornal ABC DOMINGO   Walter Galvani   Basta percorrer a lista dos presidentes da república desde a sua instalação em 1889 até os nossos dias, para saber porque ao se referir a um escritor gaúcho, por exemplo, os meios de comunicação, os intelectuais do centro do país, digam assim mesmo: “o escritor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Crônica publicada no jornal ABC DOMINGO</span></strong></p>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Walter Galvani</span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Basta percorrer a lista dos presidentes da república desde a sua instalação em 1889 até os nossos dias, para saber porque ao se referir a um escritor gaúcho, por exemplo, os meios de comunicação, os intelectuais do centro do país, digam assim mesmo: “o escritor gaúcho fulano de tal&#8230;”</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Se fosse um mineiro, um paulista, um carioca, um pernambucano, a referência seria ao “escritor brasileiro”, exemplo Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, etc. etc. Já o Erico Veríssimo, é “o escritor gaúcho”, o poeta Mario Quintana, é “o poeta gaúcho”. Penso que o subconsciente dos nossos coleguinhas lá de cima, aponta para esta solução, imaginando que a regionalização de que eles lançam mão, funcionaria como uma espécie de “gradação”, digamos, uma “desclassificação hierárquica”. Tipo assim: “vocês lá, fiquem no paraíso particular do Sul”&#8230; </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Isso explica porque, assim que se anunciou a possibilidade de Dilma nomear um novo gaúcho para o seu ministério, imediatamente passaram a contar, na ponta dos dedos, quantos dos nossos conterrâneos já lá estão em Brasília e a quantos cargos já estaríamos chegando. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Começou até a circular em Brasília, uma piadinha que qualificava o ministério de Dilma Roussef como “o gauchério”&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> É o mesmo processo de esvaziamento que contra nós é dirigido quando se alcança destaque em artes ou literatura ou até futebol. O Ronaldinho, por exemplo, é o “Gaúcho”, e por aí vai.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Isso só tende a mudar, pelo menos no caso dos intelectuais, quando o homem de letras concorda em abandonar a “província” e ir refestelar-se nas areias de Copacabana, ou morrer de tédio e frio nos salões paulistanos.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">E no caso dos políticos, imediatamente o eleito ou nomeado, se sente no dever de preterir cautelosamente seus companheiros de estado em favor de originários de outros rincões para não sofrer o apupo e a pecha de regionalista.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">É óbvio que o Rio Grande do Sul não detém o primeiro lugar na “fabricação” de líderes ou na preparação de destaques em qualquer ramo de atividade. Mas, o sucesso de muitos de seus filhos, ao longo da História, explica e justifica as reações de medo e reserva, pois elas não passam disso, uma tentativa de vacina contra a ascensão dos naturais aqui do extremo do generoso mapa brasileiro.  </span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>AS PALAVRAS DE SARAMAGO</title>
		<link>http://www.waltergalvani.com.br/blog/2012/01/21/as-palavras-de-saramago/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 22:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que vale a pena transcrever aqui algumas coisas do livro sobre &#8220;As palavras de Saramago&#8221;. Cheio de valiosos ensinamentos. SARAMAGO livro “As palavras de Saramago” na compilação de Fernando Gómez Aguillera, Edição da Companhia das Letras, São Paulo, 2010 &#160; O livro abre com quatro epígrafes extraídas de palavras do próprio José Saramago e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que vale a pena transcrever aqui algumas coisas do livro sobre &#8220;As palavras de Saramago&#8221;. Cheio de valiosos ensinamentos.</p>
<p><strong>SARAMAGO</strong></p>
<p>livro “As palavras de Saramago”</p>
<p>na compilação de Fernando Gómez Aguillera,</p>
<p>Edição da Companhia das Letras, São Paulo, 2010</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro abre com quatro epígrafes extraídas de palavras do próprio José Saramago e escolhi a segunda delas, que aparece à pág. 5, como a mais incisiva e forte:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu sei o que é, &#8211; escreveu o grande romancista português, Prêmio Nobel de 1998 – sei o que digo, se por que o digo e prevejo, normalmente, as conseqüências daquilo que digo. Mas não é por um desejo gratuito de provocar as pessoas ou as instituições. Pode ser que se sintam provocadas, mas aí o problema já é delas. A pergunta que faço é por que é que eu me hei de calar quando acontece alguma coisa que mereceria um comentário mais ou menos ácido ou mais ou menos violento. Se andássemos por aí a dizer exatamente o que pensamos – quando valesse a pena – teríamos outra forma de viver. Estamos numa apatia que parece que se tornou congênita e sinto-me obrigado a dizer o que penso sobre aquilo que me parece importante.</p>
<p>José Saramago, em 2008</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Páginas</p>
<p>12 &#8211; O prefácio, de Fernando Gómez Aguillera, logo cita, à pág. 12, uma observação do famoso ensaísta inglês Harold Bloom, também digna de nota:</p>
<p>“Saramago é extraordinário, quase um Shakespeare entre os romancistas. Não há nenhum ficcionista vivo nos Estados Unidos, na América do Sul ou na Europa que tenha a sua versatilidade. Dir-se-ia tão divertido quanto pungente. Sei que é um marxista, mas não escreve como um comissário e opõe-se aos impostores da Igreja católica. O seu trabalho ultrapassa tudo isso.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>17 – Ainda no prefácio de Aguillera, esta bela chave para a compreensão da obra de Saramago:</p>
<p>“Avaliadas com o horizonte que o transcurso dos anos oferece, estas declarações fragmentárias constituem hoje uma valiosa mina de informação e de apresentação de idéias e valores éticos, assim como uma estimulante prática de dissidência e de contestação pública. Nelas está Saramago, o testemunho de um livre-pensador no qual ecoam formidavelmente as tensões, anseios e fracassos de nosso tempo. Mas o mosaico oferecido neste livro também agrega um compêndio de sabedoria. Cada peça desse mosaico supõe um facho de luz e de sentido, configurando a imagem de uma personalidade brilhante e complexa, capaz de radiografar o ser humano e sua circunstância, de diagnosticar seus males e sugerir antídotos ou de confirmar decepções e frustrações. Saramago observa, analisa e tira conclusões poderosas, formuladas mediante frases robustas e sugestivas.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>27 e 28 –  <strong>HABITA-SE A MEMÓRIA</strong></p>
<p>Falando para Sara Belo Luís, revista Visão de 9-11-2007, Saramago disse:</p>
<p>Vivemos num determinado lugar, mas habitamos outros lugares. Eu vivo aqui, em Lisboa, quando cá estou e vivo em Lanzarote quando lá estou. Mas habitar, habitar, habito naquilo que seria ou é – a aldeia. Não se trata porém, desta aldeia, mas a aldeia da minha memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>30 – <strong>ASSIM ERA JOSÉ SARAMAGO</strong></p>
<p>Na apresentação do capítulo “Autorretrato”, Fernando Gómez Aguillera, escreve:</p>
<p>“Assim era José Saramago: disciplinado, tenaz, ateu, cosmopolita, austero, melancólico, reservado, militante, coerente, firme em suas convicções, sério, severo, solitário por temperamento, racionalista, áspero, cético, tímido, terno, antipedante, implacável, pessimista, polêmico, seco, leal, sincero, generoso, duro por fora e frágil por dentro, elegante, frugal, compassivo, inconformista, trabalhador, independente, distante, ético, imaginativo, comunista, solidário, orgulhoso, reflexivo, possuidor de um acentuado senso da dignidade, irônico, rigoroso, beligerante, meticuloso, relativista, português, orgulhoso, sóbrio, sensível, honesto, incômodo, sarcástico, individualista&#8230;”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>32 – <strong>ATEU E RELIGIOSO&#8230;</strong></p>
<p>Ao jornal “Expresso”, de Lisboa, a 8-11-1986:</p>
<p>Sou um ateu com uma atitude religiosa e vivo muito em paz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>33 – <strong>DIZER NÃO E INGRATIDÃO</strong></p>
<p>Jornal de Letras, de Lisboa, edição de 18-24 de abril de 1989:</p>
<p>Tenho uma coisa péssima que é uma grande dificuldade em dizer que não, porque acho que dizer que não é demonstrar uma certa forma de ingratidão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>35 – <strong>SOBRE CASAMENTOS E DESCASAMENTOS&#8230;</strong></p>
<p>Para a revista Máxima, de Lisboa, em outubro de 1990:</p>
<p>Não acho que a biografia duma pessoa seja interessante. O que é que interessa eu ter me casado uma vez e ter me divorciado? Quando falamos da nossa vida pessoal, inevitavelmente estamos a falar da vida de outras pessoas. Acho que tem de haver um recato. Se eu disser que fui casado e me divorciei, não falo só de mim, falo de alguém que não tem o direito de ser chamado a essas questões.</p>
<p>38 – <strong>SER IBÉRICO</strong></p>
<p>Em entrevista ao jornal “La Nación” , de Buenos Aires, a 21 de janeiro de 1996:</p>
<p>Primeiro sou português, segundo sou ibérico, e só em terceiro lugar e quando me dá vontade, sou europeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>54 – <strong>ELE E O TRABALHO</strong></p>
<p>Falando ao “La Jornada”, do México, em 27-11-2006:</p>
<p>Sou alguém que trabalhou, que nunca teve ambições – embora isso possa soar falso. Nunca tive ambições, nunca disse que vou fazer isso para chegar àquilo, e quando o obtiver vou dar mais um passo para chegar ao final. Não, eu vivi meus dias com o que tinha de fazer. Creio que tive sorte, porque as pessoas me descobriram, quando eu já havia feito algo que valia a pena, mas poderia ter ocorrido que eu houvesse feito isso e que as pessoas não houvessem visto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>64, 65 e 66 – <strong>MINI-BIOGRAFIA</strong></p>
<p>O coordenador do livro apresenta uma síntese biográfica com os dados desde o nascimento em Azinhaga, a ida para Lisboa com um ano e meio e o falecimento a 18 de junho de 2010 em Lanzarote.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>67 – <strong>LISBOA NA HISTÓRIA. E NA VIDA DO ESCRITOR </strong></p>
<p>Falando a diversos jornais, inclusive o “La Vanguardia”, de Barcelona, “Expresso” de Lisboa, o “Jornal Ilustrado” de Lisboa, nos anos de1987 al989, Saramago fala de tudo sobre a capital portuguesa e inclusive diz:</p>
<p>Lisboa é na minha obra um pequeno universo pelo qual vou circulando.</p>
<p>e</p>
<p>Lisboa nasceu pelo Tejo, sem o Tejo não haveria Lisboa e até o século passado Lisboa sempre esteve à beira do rio. A cidade e o rio e do rio ao mar foi o caminho dos descobrimentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>71 e 72 – <strong>A PROFISSIONALIZAÇÃO COMO ESCRITOR</strong></p>
<p>Fernando Gómez Aguillera, o organizador do livro, usa as páginas 71 e 72 para resumir como seu deu a profissionalização de Saramago como escritor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>73 – <strong>DISCIPLINA E SAÚDE</strong></p>
<p>Quem quiser viver do que escreve tem de ter uma disciplina de ferro. (&#8230;) a par de uma obra própria, depende da disciplina e da saúde.</p>
<p>Para o jornal “O Ferroviário”, Lisboa, 1982.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>74 – <strong>RESPEITAR O TEMPO INTERIOR</strong></p>
<p>Falando ao jornal “El Independiente”, de Madri, a 29-8-1987, disse ele que:</p>
<p>Uma coisa que não devemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem o seu momento de maturação e, apressá-la, significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>79 – <strong>A ALCUNHA DE SARAMAGO</strong></p>
<p>Falando para o jornalista José Castelo, para a edição de 21-9-1996 de “O Estado de São Paulo”, o escritor contou que a sua família tinha a alcunha de Saramago, “o nome de uma plantinha silvestre que dá uma florzinha de quatro pétalas e cresce pelos cantos, quase sempre esquecida.” E então quando seu pai fez o registro de nascimento do menino, o empregado do cartório colocou “José de Sousa Saramago” o que deixou seu pai furioso, mais adiante, quando descobriu, mas já não pôde ser mudado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguirei com as transcrições. O livro, que já acabei de ler, é imperdível.</p>
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		<title>É  O RIO GRANDE DE SÃO PEDRO</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 13:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Crônica publicada no jornal Diário Popular, de Pelotas  Walter Galvani   Não é por nada que em mil setecentos e alguns, os portugueses e seus descendentes, já muitos deles brasileiros natos, se fixaram aqui nestes campos e matas, e foram fundando povoações dedicadas a São Pedro, padroeiro sabiamente escolhido, porque era preciso reverenciá-lo e assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Crônica publicada no jornal Diário Popular, de Pelotas</span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Walter Galvani</span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Não é por nada que em mil setecentos e alguns, os portugueses e seus descendentes, já muitos deles brasileiros natos, se fixaram aqui nestes campos e matas, e foram fundando povoações dedicadas a São Pedro, padroeiro sabiamente escolhido, porque era preciso reverenciá-lo e assim garantir a produção da agricultura e a saúde da pecuária. Só com São Pedro mesmo, administrando o clima, seria possível resistir a tantas inundações entremeadas com secas, chuvas e trovoadas misturada com sol de rachar e vento de arrepiar. Isso desde o Minuano que cortava as coxilhas e os campos, até o Nordestão que vinha do mar, trazendo o cheiro de sal e o alívio para as queimaduras de quem se aventurava ao longo do Litoral.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Isso sempre foi o Rio Grande de São Pedro e toda a tecnologia trazida pelo progresso não pôde mudar esta matriz cultural. Somos o que somos. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Rios caudalosos, a imensa lagoa dos Patos, o Guaíba, a Lagoa Mirim, as enseadas, os campos de pastagem, as matas, o gado em criação extensiva, os cavalos que ajudaram a vencer estas distâncias, os avanços e recuos, o confronto com os “castelhanos”, sim, a gente de Castela que andou por aqui até meados do século XVIII, os confrontos que nos levaram até a desembocadura do Rio de La Plata, que não tem esse nome por acaso, a Colônia do Santíssimo Sacramento e o refluxo para nossas divisas atuais, trazendo os Sete Povos das Missões para se integrar aqui, no que já era e logo se consolidaria a nação brasileira. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Sempre sob o amparo do enorme guarda-chuva de São Pedro. Com o olho no céu e outro na terra, os gaúchos se modelaram como cavaleiros e cavalheiros, construindo cidades como Pelotas e Rio Grande, mantendo as portas abertas para o mundo e produzindo cultura em nível europeu, não é mesmo João Simões de Lopes Neto?</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">E assim chegamos a 2012, sempre de olho nas nuvens, medindo os ventos e a intensidade do sol, as estiadas e as chuvaradas. Como em 2005, ou como em 1805, convivendo com a tensão e a dúvida. Já deveríamos ter nos acostumado, e os governos já deveriam ter se habituado a manter um gabinete de crise, igualmente habitado por economistas, produtores rurais e meteorologistas, políticos e mágicos. A receita é difícil, mas seria bom começar a fazê-lo, pelo menos agora que a província de São Pedro está chegando perto dos trezentos anos. </span></p>
</div>
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		<title>A IMPRUDÊNCIA NAS ESTRADAS</title>
		<link>http://www.waltergalvani.com.br/blog/2012/01/10/a-imprudencia-nas-estradas/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é apenas a bebida a culpada pelos acidentes, mas sim o abuso da velocidade por parte de oitenta por cento dos motoristas   Walter Galvani   Quando você vê o noticiário e constata que um automóvel virou um monte de peças de aço e plásticos retorcidos e que ali, naquele acidente perderam a vida, duas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Não é apenas a bebida a culpada pelos acidentes, mas sim o abuso da velocidade por parte de oitenta por cento dos motoristas </strong><strong> </strong></p>
<p align="right"><strong>Walter Galvani</strong></p>
<p align="right"><strong> </strong></p>
<p>Quando você vê o noticiário e constata que um automóvel virou um monte de peças de aço e plásticos retorcidos e que ali, naquele acidente perderam a vida, duas, três quatro pessoas, reflita. Sobre si mesmo: “E eu, trafego na velocidade adequada?” Porque a única explicação para tantos desastres e tantas mortes é o excesso de velocidade. Se para isso contribui eventualmente o uso de bebidas alcoólicas pelo motorista, não quer dizer nada, diante do percentual absurdo dos que ultrapassam os limites.</p>
<p>Não se trata da capacidade dos veículos, dos materiais com que são confeccionados, da obediência as leis da Física que determinam sua resistência, seus deslocamentos. No velocímetro as montadoras incluem limites absurdos, tipo 200 ou240 quilômetrospor hora, que só podem ser alcançados numa “autobahn” da Alemanha, onde não há cruzamentos, e as pistas são separadas por muros e telas. Ninguém pode passar de uma para outra das faixas. Esse é o critério que define o que é uma “free-way”. As nossas aqui são impropriamente denominadas assim, via-livre coisa nenhuma! Estrada de perigo, isso sim.</p>
<p>Então, numa simples batida, um carro vira uma sucata e o motorista e os passageiros escapam com vida, em muitos casos, por pura sorte. Muito feridos, ou para morrer logo depois ou ficarem incapacitados para o resto dos seus dias.</p>
<p>Os jovens, imprudentes por natureza, até porque o próprio diabo, “sabe mais por velho do que por diabo”, matam e matam-se. São dez, doze, a cada fim de semana, só no estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Noite passada, foram quatro primos, felizes, que viajavam para a Argentina, interromperam suas vidas. Viraram fantasmas que assombrarão as rodovias, cruzes à beira da estrada. Pena que não servirá para nada seus exemplos.</p>
<p>No próximo fim de semana, teremos mais uma penca de mortes, por fruto do verão, da “caipirinha”, das estradas e da confiança ilimitada nos veículos.</p>
<p>A imprudência das estradas pode ser incorporada também a que se vê nas ruas das cidades, antigamente só das grandes, hoje também das pequenas e médias.</p>
<p>É que o problema está na cabeça dos motoristas que se julgam onipotentes, só querem “vencer” os competidores e ultrapassar quem se atreva a se lhes antecipar.</p>
<p>E as crianças morrem afogadas. Ontem foi o menino de Torres, noite passada três meninos morreram  numa lavoura de arroz, sugados por uma bomba, de dentro de um açude.</p>
<p>É muito calor, muita falta de cuidado por parte de pais, amigos, irmãos, avós.</p>
<p>Estava escrito? Mas, eu preferiria que eles continuassem vivos e que não tivessem abandonado sua existência de forma assim, abrupta, trágica, lamentável.</p>
<p>Crônica do dia 10 de janeiro de 2012</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>CULPA  DE TODOS. E DE NINGUÉM&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 15:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Crônica publicada dia 8/1/2012 no jornal  DIÁRIO POPULAR, de Pelotas Walter Galvani   Devastações pela seca no Rio Grande do Sul, inundações destruidoras no Rio, Minas, Espírito Santo, basta rastrear os dois extremos pelo mundo afora. Perdas na agricultura, deslizamentos de morros, quedas de barreiras, pontes e trechos de estradas. Este é o panorama com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Crônica publicada dia 8/1/2012 no jornal </span></strong></p>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">DIÁRIO POPULAR, de Pelotas</span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Walter Galvani</span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Devastações pela seca no Rio Grande do Sul, inundações destruidoras no Rio, Minas, Espírito Santo, basta rastrear os dois extremos pelo mundo afora. Perdas na agricultura, deslizamentos de morros, quedas de barreiras, pontes e trechos de estradas. Este é o panorama com que adentramos 2012 e com o qual deveremos conviver nos próximos dias. E meses. E talvez anos&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">O fato é um só: estamos vivendo no mesmo planeta que segue sua trajetória em torno ao Sol e arrastando a Lua com todas as suas instabilidades, enquanto o homem se dedica a destruir sem parar seu Meio Ambiente, tentando apossar-se de encostas, rios, lagos, mares, montanhas. Fazendo o possível para destruir o que pode. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Os governos são incapazes de trabalhar dentro dos próprios territórios sobre os quais tem autonomia política, imaginem se seria possível trabalharem unidos, mundialmente!</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">E então, é o que se vê. O que é feito lá na Argentina repercute aqui, o que fazemos de errado estoura nas costas do Uruguai, o Paraguai ainda não parou de perder a guerra que encetou no século dezenove contra o trio e o Brasil é o pior sócio que se poderia esperar, além de que, com seu vasto território e uma cobertura nacional de televisão, ter se transformado no “circo dos horrores” e o “fantástico show de todos os dias”, já que inundações e secas se sucedem diante dos olhos e ouvidos de todos, revezando suas atrações. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Já se sabe no que isso vai dar. O ano de 2005 foi apenas uma amostra, mas muita gente nem se lembra mais e a perda de 25% da produção agrícola do Rio Grande do Sul, pode acabar em cem por cento&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">A emigração para as cidades ainda não terminou, a falta de moradias e de emprego não é vista como uma consequência desta carência do campo, e o orçamento destinado pelos governos à produção agrícola, não chega nem perto do que eles destinam à Copa do Mundo de futebol.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">É um esporte fascinante o jogo inventado pelos ingleses e hoje praticado pelo mundo inteiro, mas o “foot-ball”, o “pé-bola”, não precisa desta tolerância ou desta dedicação exclusiva. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Não é por nada que o cultivo da agricultura e a criação de gado, em forma extensiva como são praticados pelo Rio Grande do Sul, sejam chamados de “atividades primárias”. Por muito menos Pelotas, Piratiní, Bagé, Caçapava, São Gabriel, Rio Grande, Alegrete, viveram uma guerra de dez anos, no século dezenove.<strong></strong></span></p>
</div>
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		<item>
		<title>EM CADA BOLSO, UMA INFLAÇÃO</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 12:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia-a-Dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Crônica publicada na edição de hoje, 8 de janeiro de 2012, no jornal ABC DOMINGO  Walter Galvani   Os números aí estão para que cada um faça a sua escolha: 9% ou 6,36% ou ainda, 7,84 % ou 9,8% e 5,56%, ou 6,06 como quer a Previdência. Pode-se escolher os números que se quiser, afinal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Crônica publicada na edição de hoje, 8 de janeiro de 2012, </span></strong></p>
<p align="center"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">no jornal ABC DOMINGO</span></strong><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Walter Galvani</span></strong></p>
<p align="right"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Os números aí estão para que cada um faça a sua escolha: 9% ou 6,36% ou ainda, 7,84 % ou 9,8% e 5,56%, ou 6,06 como quer a Previdência. Pode-se escolher os números que se quiser, afinal de contas, sobre 1.000 reais, a diferença não vai ser muito grande e nem afetará tanto o bolso&#8230; Uma ou duas cédulas de pequeno valor a mais e fica-se nisso.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">A estiagem, mais influente sobre o nosso “bolso futuro”, o que só perceberemos lá pela altura de março e abril, atingindo o Rio Grande do Sul em cheio e na inversa proporção das chuvaradas de Rio e Minas, por exemplo, e prometendo perdas que vão de 25 a 100 por cento.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Este é o panorama neste início de 2012, que repete, “piorado”, o de seis anos atrás.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Some-se a isso o pavor geral nas estradas onde motoristas bêbados e irresponsáveis se integram no grupo de cerca de mil novos carros por dia só aqui no estado, e vão estorvar a vida de todos, ao invés de facilitá-la, no retorno da frota inteira, em fevereiro, logo depois do Carnaval. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Chuvas para amenizar o clima e as previsões, só na metade da semana que vem, informa o competente professor Eugênio Hackbarth e então é para isso que precisamos nos preparar psicologicamente, para enfrentar a realidade do ano de 2012, quando o mundo não vai terminar&#8230; até porque, o mundo, como o conhecemos, agradável e confortável, este já terminou há muito tempo e não nos demos conta&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Greves por 2% de aumento? Duvido que ocorram e se acontecerem, que prosperem. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Teremos muito mais temas para nos tomar o espírito, nesse retorno eventual de agora e na grande volta do sonhado êxodo anual dos gaúchos para as praias e a vida descontraída que a maioria ambiciona, na beira da praia como os cariocas, (não esquecendo que lá tem muita gente que trabalha e só vê o mar no fim-de-semana, e olhe lá!) e como eles com “savoir vivre”, o que é mais difícil ainda. </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Eu escrevi “a maioria” e por causa de dois ou três não vou mudar a minha frase&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;">Assim, os espectros que povoarão nossas mentes, assim que terminar este intervalo divertido de verão e carnaval, voltarão redivivos, já temos certeza, e só tiram o sono dos que vem do século passado. Acostumados estamos todos, inclusive à queda de ministros&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"> </span></p>
</div>
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