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Rezar hoje é lembrar os 150 anos do “Theatro São Pedro”

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O THEATRO DA PROVÍNCIA

 

Walter Galvani

 

Foi num dia 27 de junho, em 1858, portanto há exatos cento e cinqüenta anos que abria as portas pela primeira vez o teatro, aliás “Theatro São Pedro”, com o nome do padroeiro da província que então se chamava “São Pedro do Rio Grande do Sul”. O modelo, todos os que acompanham a atividade cultural sabem disso, foi o “Scala” de Milão, Itália, a pátria do canto lírico. Desde então, neste século e meio, apesar de alguns desvirtuamentos aí pelo caminho, inclusive pela sua utilização para festas de formatura ao invés de cumprir nobremente sua missão, foi o ponto central da difusão cultural na capital do estado.

Serviu de exemplo e de modelo. Desde 1975 foi sendo recuperado sob a coordenação de Eva Sopher, que depois de imigrar, deixando sua pátria por causa da Segunda Guerra Mundial, e que se casara com Wolfgang Sopher (que foi inclusive presidente da FIERGS) até chegar brilhantemente aos dias de hoje, totalmente recuperado.

São pouco mais de setecentos lugares disponibilizados para os espectadores que se distribuem pela platéia, camarotes e galerias, para assistirem aos grandes espetáculos locais ou de fora, trazendo nomes de primeira linha da música e do teatro, nacionais e internacionais.

Há muitas placas distribuídas pelas paredes do antigo teatro, registrando a presença de artistas famosos e músicos extraordinários.

Ficou fechado sem obras e depois com obras de recuperação de 1972 a 1984. Foi largamente apoiado por todos os veículos de comunicação social do estado, como uma jóia preciosa da nossa cultura. Reinaugurou a 28 de junho de 1984, quatorze dias depois que o “Correio do Povo” que o apoiava desde 1895, fechou suas portas. O “Correio” voltou a circular já em mãos de outro proprietário, mas o “Theatro São Pedro” não mudou de mãos: continuou propriedade do estado, pois fora erguido pelo executivo da província, tendo em vista o interesse da população.

Agora está novamente em obras. Constrói-se um excelente edifício de garagens a seu lado, assim como se ergue uma torre que abrigará salas de ensaio, treinamento e atividades necessárias.

Oxalá se mantenha nesta linha, com o apoio que sempre teve até aqui, lembrando Jair Soares, Amaral de Souza, Sinval Guazelli, e hoje Yeda Crusius e tantos outros que se sucederam no Palácio Piratiní.